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Simplicidade

A proximidade admirável da resposta, como uma inacreditável sequência de notas em uma vibração de ondas musicais interplanetárias. O sentimento profundo, como a unificação deslumbrante do fim e início de forma inacreditável. O arrepio no corpo, como o esplendoroso colapso da luz em meio à sublime invenção da escuridão. A respiração contida, como o surpreendente congelar da folha na egoísta neve imponente no começar madrugada. A alucinação, como a grandiosa ignorância do afastamento na espantosa flutuação do conhecimento. O alívio, na inefável conjectura da semi-realidade magnificente obtida na introspeção do ser e o que ele quer ser.

Um complexo trabalho orgânico de elementos. Capítulo 3: A realidade.

Afinal, qual é a minha realidade? O tipo de pessoa que espera a sorte sorrir. Quem sabe ganhar na loteria. Alguém milionário me enxergar e presentear com dinheiro. Mas correr atrás das realizações? Preguiça de estudar. Preguiça de aprender, me dedicar para executar qualquer movimento. O homem da teoria. Eu sei sim, sempre soube e não preciso que me explique. No final das contas eu estou buscando uma maneira de aprender, mas claro, cortando caminhos.  Vejam só, até o estilo musical que ouço, julgo como o melhor. O resto é resto. Assim como qualquer outra coisa que não seja do agrado. Isso é bizarro. Está totalmente errado mas porque ainda não consigo mudar? Acredito que não sou o único, mas de qualquer maneira não posso deixar as coisas caminharem da mesma forma. Eu consigo perceber que tudo é feito de troca. Por e...

Muito além de um poema que nunca irá rimar.

Finalmente o inverno chegou Da eternidade para congelar o ódio Nessa história até o fim da vida Onde nós podemos ouvir os ecos do infinito Onde nós podemos ver o nosso destino Quando meus olhos estavam cegos pelo sol da morte Eu perdi meus sonhos Quem eu queria ser quando eu não me conhecia

Um complexo trabalho orgânico de elementos. Capítulo 2: A comparação

Não há segredo. Existem poucos caminhos a serem seguidos e o seu vizinho sempre escolhe um melhor que você. Então nós estamos nos tornando especialistas no vazio. O que sabemos no final? Compare-se com o melhor do mundo e certamente será o pior. Compare com o segundo e você não mudará sua posição enquanto não resolver estender sua perna. Vejamos, o cidadão estudou comigo, nunca foi nada além do que todos eram. Entretanto, passa pouco tempo e então tudo está mudado. Ele tem carro, moto, um excelente emprego e eu estou igual. Estou terminando a faculdade mas se eu mentir que estou no ensino médio, não muda nada. Isso não é inveja, é a comparação da necessidade. Eu preciso saber como meus amigos estão para compreender o grau de sucesso da minha vida. No caso, eu não tenho sucesso. E mesmo que tente arrumar desculpas sobre como todos conseguiram coisas e dinheiro além do que eu vou ter em dez anos, certamente a culpa sempre será minha. O mal da preguiça e a falta de comprome...

Apenas eu

Não me incomodo mais com humanos que apenas nutrem seus vazios com vazios contornados por enganação. O conhecimento está ai para quem quiser e não serei eu quem fará seres insignificantes terem interesse. Apenas quero aproveitar as invenções, as composições e canções que estão espalhadas pelo mundo. Poderia ouvir aquela música maravilhosa por anos, até compreender seu significado mais profundo e um dia talvez, conseguir fazer algo muito parecido sem ter medo de mostrar ao mundo a minha visão dele mesmo. Que os outros ainda busquem o que quiserem sem interferência. Estão livres e tem seus direitos. Uma pena que interesses simples, diferentes, façam com que surjam desavenças. Queria poder olhar para o lado e sorrir com algo novo, mas apenas consigo sorrir com minhas lembranças velhas, que um dia sairão da minha mente. Sozinho e perdido, procurarei sentido em cantos que já fora abandonados por aqueles que agarraram-se na vida fantástica. Arrependimento pode até vir, mas ele n...

Amor

... e permanecerá como a chama eterna, como o brilho infinito dos olhos onde tenha visto mares e oceanos e onde tenha levado calor sem arder. Refletindo a vida mais digna, a clareza e sabedoria de poder manter a alma flutuante, sem romper o tempo e sem enfraquecer frente à tristeza. Sim, conseguiremos viver para sempre, continuando o caminho para descobrir o que há no fim e quando chegarmos lá, saberemos muito mais do que o simples e complicado fato de que precisamos um do outro para viver. Lá, acredito eu, encontraremos uma maneira de unirmos nossos corações, sobrevivendo com o nosso próprio amor e fazer os sentimentos ecoarem eternamente nos vales das vidas... A questão não é morrer por você, mas fazer de tudo para viver ao seu lado.

Um complexo trabalho orgânico de elementos. Capítulo 1: O estranhamento.

Minha visão do mundo está diferente. Isso é estranho. Relembro alguns fatos, comparo e percebo os erros e acertos. Erros e acertos. Então eu nem paro para descansar, eu finjo que descanso enquanto caminho mais devagar. Esses erros e acertos foram aleatórios, ou seja, nada planejado. A minha rota eu controlo porque tenho obrigações, mas está doendo ficar chutando as pedras. Não consigo me ver, eu até sinto o cheiro das pessoas quando elas não estão por perto, mas não me reconheceria caso precisasse. Chega ser engraçado, essa falta de senso que nós temos. Na realidade, o que não é engraçado? Eu vejo piada nas coisas, nas palavras, rio mais que o amazonas e continuo parecendo sério. Coitado de mim, nem a psicóloga me responde para marcar um horário. Voltemos às ideias cultas juntamente com a escrita. Estran...